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Das quase 30 mil pessoas que trabalham como radialistas no estado do Rio de Janeiro, cerca de 20% são mulheres. Neste 8 de março, "dia internacional da mulher", a equipe do Sindicato Radialistas RJ gostaria de refletir sobre a história dessa data que nasceu há exatos 100 anos.

O "Dia da Mulher" sempre foi uma data de luta, mas nem sempre foi comemorado em 8 de março. Inicialmente, ele surge em 19 de março, decretado pela Secretaria da Mulher, órgão da Internacional Socialista. A russa Alexandra Kollontai, que propôs a data, diz que foi para lembrar um levante de mulheres proletárias na Prússia, em 1848. Desde então, a data foi mudando em diversos momentos da história... Na Rússia, sob a opressão do czar, o primeiro "Dia da Mulher" só foi comemorado em 3 de março de 1913. Em 1914 todas as organizadoras do Dia da Mulher foram presas e com isso não houve comemoração.

Foi apenas em 1917, cem anos atrás, na Rússia, que em plena Guerra Mundial eclodiria um movimento que viria a transformar o mundo. Explodiu, no dia 8 de março, a histórica greve das tecelãs e costureiras de Petrogrado, primeira e mais poderosa semente da Revolução Russa.

"Nesse dia, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, contrariando a decisão do Partido (que achava que aquele não era o momento para qualquer ação radical) saíram às ruas em manifestação por pão e paz! Elas declararam uma greve que foi o estopim da primeira fase da Revolução Russa, que em outubro abalaria o mundo inteiro. Essa greve foi documentada nos escritos de Trotsky e de Alexandra Kollontai, ambos membros do Comitê Central do Partido Operário Social Democrata Russo." (Claudia Giannotti, jornalista e fundadora do Núcleo Piratininga de Comunicação)

O dia de hoje não surge das flores nem se encerra às 23:59. A cada segundo, em todo o planeta, ainda hoje bilhões de mulheres encontram barreiras pra sua liberdade, alegria e amores - muros que só existem para elas, mulheres, e ainda dividem tantas outras celas que aprisionam também os homens, como o racismo, a miséria, o desrespeito e a violência doentios contra quaisquer manifestos de sexualidade, regionalidade e crença. Por isso, respeito às mulheres e toda sua luta! Em sua homenagem daremos sempre nosso apoio, e deixamos aqui nada mais que um momento, um pouco de história e, por fim, esperança: um poema.

 

"CONSELHOS PARA A MULHER FORTE"
(poesia de Gioconda Belli, Nicarágua, 1948)

"Se és uma mulher forte
te protejas das hordas que desejarão
almoçar teu coração.
Elas usam todos os disfarces dos carnavais da terra:
se vestem como culpas, como oportunidades, como preços que se precisa pagar.
Te cutucam a alma; metem o aço de seus olhares ou de seus prantos
até o mais profundo do magma de tua essência
não para alumbrar-se com teu fogo

senão para apagar a paixão
a erudição de tuas fantasias.

Se és uma mulher forte
tens que saber que o ar que te nutre
carrega também parasitas, varejeiras,
miúdos insetos que buscarão se alojar em teu sangue
e se nutrir do quanto é sólido e grande em ti.

Não perdas a compaixão, mas teme tudo que te conduz
a negar-te a palavra, a esconder quem és,
tudo que te obrigue a abrandar-se
e te prometa um reino terrestre em troca
de um sorriso complacente.

Se és uma mulher forte

prepara-te para a batalha:
aprende a estar sozinha
a dormir na mais absoluta escuridão sem medo
que ninguém te lance cordas quando rugir a tormenta
a nadar contra a corrente.

Treine-se nos ofícios da reflexão e do intelecto.

Lê, faz o amor a ti mesma, constrói teu castelo
o rodeia de fossos profundos
mas lhe faça amplas portas e janelas.

É fundamental que cultives enormes amizades
que os que te rodeiam e queiram saibam o que és
que te faças um círculo de fogueiras e acendas no centro de tua habita

ção

uma estufa sempre ardente de onde se mantenha o fervor de teus sonhos.

Se és uma mulher forte
se proteja com palavras e árvores
e invoca a memória de mulheres antigas.

Saberás que és um campo magnético
até onde viajarão uivando os pregos enferrujados
e o óxido mortal de todos os naufrágios.
Ampara, mas te ampara primeiro.
Guarda as distâncias.
Te constrói. Te cuida.
Entesoura teu poder.
O defenda.
O faça por você.
Te peço em nome de todas nós."

Informações desencontradas rondam o PROJAC: enquanto alguns gestores fazem reuniões setoriais para informar que o Projeto Jornada será suprimido dos contracheques dos funcionários, algumas perguntas ficam em aberto:



Desde que foi multada por descumprir as regras legais sobre jornada de trabalho, a TV Globo tenta reduzir custos e ao mesmo tempo, driblar as determinações impostas pela justiça do trabalho.
O limite é de 2 (duas) horas extras a serem praticadas por dia. Um radialista com jornada legal de 6 hrs, pode laborar, no máximo, 8 hrs + 1hr de descanso por dia. Essa é a principal determinação judicial a ser cumprida pela TV Globo.

Para que o trabalhador não saia no prejuízo nessa transição, o sindicato dos Radialistas/RJ solicitou interveniência na Ação Civil Pública movida pelo MPT contra a empresa. Em setembro do ano passado nosso sindicato enviou uma minuta de proposta para a TV Globo e para o próprio MPT prevendo as seguintes regras de enquadramento:

- Indenização complementar a ser paga para cada trabalhador que tiver adicional de horas extras suprimido de seu contracheque, a ser contabilizado todo o período em que o empregado laborou as horas extras suprimidas e ser homologado (conferido) pelo sindicato.
- Prazo de até julho de 2017 para o enquadramento.


Infelizmente, sem responder sobre a proposta apresentada pelo sindicato e nem mesmo aguardar as orientações do Ministério Público, a direção da TV Globo ameaça ignorar direitos trabalhistas e implementar mudanças sem a interveniência do sindicato e do MPT.

O Sindicato Radialistas/RJ se reuniu com a direção da TV Globo para tratar sobre o fim do Projeto Jornada. Veja o que ficou decidido:

1.    A empresa deixará de pagar horas extras referentes ao Projeto Jornada a partir de fevereiro de 2017.
2.    As horas extras passarão a ser remuneradas conforme número de horas trabalhadas no mês. (70% em dias normais e 100% nos domingos e feriados).
3.    Os acordos de horas extras serão mantidos.
4.    Cada radialista que tiver uma "queda abrupta" de salário (uma redução muito grande do seu pagamento) em razão desta mudança será devidamente indenizado.
5.    As indenizações serão calculadas mediante a todos os anos em que o radialista praticou horas extras.
6.    Cada cálculo de indenização será conferido pelo Sindicato na presença do empregado.
7.    Os funcionários que não batem ponto (nem manual, nem digital) e atualmente estão contemplados no Projeto Jornada deverão passar a bater ponto (manual ou digital) para que suas horas extras passem a ser calculadas e remuneradas conforme laboração.

O Sindicato esclarece que cortar o pagamento de horas extras é um direito da empresa, porém, é também dever dela indenizar cada trabalhador que tiver redução salarial.
Por isso,  cada radialista deve analisar seu contracheque: se houver queda abrupta na remuneração de março, comparando com o pagamento de janeiro, a pessoa terá direito a indenização. Em caso de dúvidas procure o Sindicato.

 

 

LBV solidariza-se com profissionais da Super Rádio TUPI no Rio de Janeiro.
"O Sindicato Radialistas RJ agradece a ação solidária da Legião da Boa Vontade, que nesta sexta-feira (10/02) está doando 100 cestas de alimentos a funcionários da Super Rádio TUPI, na capital fluminense, que enfrentam grave dificuldade financeira. De acordo coma  LBV, os comunicadores da Super Rádio TUPI sempre divulgaram gratuitamente as iniciativas da entidade em favor da população em situação de pobreza.

A Legião da Boa Vontade deixa ainda os votos de que a situação seja brevemente normalizada,  a fim de que esses profissionais continuem a prestar relevantes serviços de comunicação social à população carioca!"

Procure o nosso sindicato para mais informações!



 

Na presença de representantes da RitTV (a Pastora Iara, a Gerente Jurídica da emissora, um dos Gestores do setor técnico) e do Sindicato Radialistas RJ (o Presidente Leonel, o dirigente Renato - também funcionário da RitTV - e o dirigente Sérgio Rocha) discutiram dois assuntos importantes a partir de irregularidades que vinham ocorrendo na empresa. Os eixos da conversa foram: acúmulos de função recorrentes, e problemas no modelo de jornada de trabalho (pagamento/compensação de horas extras).

Acúmulos de função na empresa:
O sindicato relatou os acúmulos e perguntou quais soluções a empresa poderia dar. Verificamos acúmulo de funções nos setores de manutenção técnica, de audio, de proução (no qual estagiários são colocados para funções de produtores), de programação, e de cenografia (contra-regra e maquinário).
A "RitTV" respondeu literalmente o seguinte: "A Lei dos Radialistas é incumprível mediante os recursos que a RitTV tem."
O argumento vem dar peso ao discurso do medo - é melhor acumular função do que demitir. Mas não é porque se alega crise que abriremos mão dos nossos direitos. Se a empresa se propõe a prestar um serviço público de Televisão, precisa arcar com os custos previstos por lei.

Depois deste debate, a empresa aceitou fazer reuniões periódicas com o Sindicato para aos poucos regularizar os acúmulos de função, começando pelas remunerações mais baixas. Elas acontecerão mensalmente.

Jornada de Trabalho
O Sindicato informou que o modelo utilizado atualmente pela RitTV para as jornadas de trabalho é irregular. Hoje, a empresa coloca o radialista para fazer horas extras durante a semana, que viriam a cobrir uma folga, no sábado. A empresa alegou que tem acordos individuais com os trabalhadores. Mas esclarecemos que estes acordos são inválidos, pois ferem a Lei dos Radialistas. Para ajudar a resolver a situação, esclarecemos aos gestores que a regulamentação do pagamento/compensação de horas extras deve ser feita através de Acordo Coletivo de Trabalho. Então, a empresa concordou em receber uma proposta de Acordo. Agora, o Sindicato irá realizar reuniões e assembleias com os trabalhadores da RitTV para montar uma proposta que represente a vontade dos funcionários da emissora.

Não sabemos se foi intencional e não sabemos até que ponto isso foi articulado pela direção da empresa, mas o fato é que numa tacada só, alguns trabalhadores conseguiram enfraquecer o movimento e colocaram a cabeça dos que permanecem em GREVE na forca.

Juntos, em 42 dias de paralisação, derrubamos o presidente da empresa, provamos que existe a solução para o entrave financeiro, arrancamos decisões favoráveis na justiça e fizemos a empresa se render a negociação.

Não esqueceremos os 42 dias que lutamos UNIDOS ombro a ombro e jamais recriminaremos qualquer trabalhador por ter aceitado a proposta da empresa, mas lamentamos profundamente por terem feito isso individualmente. Sozinho o trabalhador fica fragilizado.

Juntos poderíamos até mesmo ter votado a favor da proposta patronal. Se assim fosse, nosso sindicato seguiria respeitado e o nosso movimento conciso.

Juntos deveríamos ter continuado para que nenhum trabalhador fosse tachado de FURA-GREVE.

É triste ver comunicadores voltarem ao trabalho ocupando o espaço de companheiros que permanecem na luta (orgulho desses).
Nosso sindicato segue firme na briga judicial e ao lado dos guerreiros que optaram por respeitar a deliberação da assembleia permanecendo de braços cruzados. Temos fé que o bloqueio de bens virá e garantiremos a dignidade dos Radialistas da TUPI.

A LUTA CONTINUA!

(Leonel Querino, Presidente do Sindicato dos Radialistas-RJ)

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