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Era 1994 quando a MPB FM começou a fazer suas transmissões a sintonia de 90.3 MHz. A rádio funcionava em um belo estúdio no bairro de botafogo, dividido com as demais emissoras do Grupo Bandeirantes de Comunicação - na gestão desde 2012. Na noite de ontem, lançou suas últimas ondas no ar. Foi somente terça-feira que alguns dos funcionários começaram a ser chamados um a um pelo RH da empresa - todos foram demitidos. Seus últimos minutos foram de música; Zeca Pagodinho cantando um título Chico Buarque pra selar os mais de 20 anos dessa história: "Quem te viu, quem te vê".

Nossa equipe do Sindicato Radialistas RJ lamenta muitíssimo que a rádio termine assim. Infelizmente, não temos autonomia para impedir o fim da emissora (cuja frequência agora já está ocupada pela BandNews). Mas estamos contactando cada radialista, e também mantendo canal direto de informações com os associados. Também tomamos as providências para exigir da Bandeirantes uma negociação em favor dos trabalhadores, como prevê a lei em casos de demissão em massa. O objetivo dessa lei é garantir que estes funcionários recebam, diante da intempérie, algum tipo de benefício como apoio durante a transição (nesse caso, bastante repentina).

A notícia do fechamento da MPB comoveu artistas, ouvintes e radialistas de todos os cantos. "Todo mundo ama", dizia o slogan da rádio. Parece que é verdade. E se quem ama sente falta, hoje todos sentem saudade desse "oásis" da música brasileira.

 

 

 

Decisão liminar da justiça impede a TUPI de descontar dias parados e de demitir qualquer funcionário grevista. 
Já era esperado pela nossa equipe, baseados na lei de greve, que a intenção dos dirigentes da emissora em descontar de forma arbitrária os funcionários em greve seria repreendida. E foi. Nessa terça-feira a tarde, enquanto reuniam-se os quase trezentos funcionários da TUPI em Assembleia Geral pela manutenção da greve, a justiça expediu uma liminar garantindo sua proteção aos trabalhadores grevistas.

"Mais um gol!", comentaram os radialistas. Nessa luta, temos avançado muito. Infelizmente a atual gestão da rádio permitiu chegar a um ponto em que nem as decisões judiciais garantem 100% a conduta da empresa - que já foi sentenciada a pagar diversas das mais de 46 ações trabalhistas dos últimos anos, e mesmo assim ignora as demandas de tantas famílias e até mesmo as exigências da lei. Já estão em um nível que pode ser considerado criminal - sobretudo no que tange ao atraso dos pagamentos de FGTS e INSS. Por isso, além da justiça, brigamos também nas ruas, no corpo a corpo com o povo que soma ao movimento e aumenta sua força política.
É preciso que todos saibam do absurdo que acontece hoje na TUPI para que os milhões de ouvintes ajudem a pressionar por uma solução ágil e efetiva.

Já no início da semana, dia 16/01, houve audiência de conciliação na qual foram convocados os donos da empresa e o nosso sindicato ao Tribunal Regional do Trabalho. Eles, porém, enviaram uma representante do departamento de Recursos Humanos - seguem ignorando o chamado para o diálogo, até mesmo vindo do Ministério Público. Essa foi a primeira audiência de conciliação sobre a greve da TUPI, mas quando finalmente há oportunidade de diálogo, a postura continua a mesma: autoritária e prepotente. Os donos da emissora processaram nosso sindicato alegando "abuso do direito de greve".

O problema é que praticamente não apresentaram argumentos sólidos para essa alegação - ficando perceptivelmente embaraçados. O argumento central é fraco e velho: segundo os advogados da empresa, a atividade de radiodifusão se encaixaria no artigo 14 da Lei 7.783/89, que estabelece que operários de certos "serviços essenciais" (dentre eles, telecomunicações) não podem manter mais de 70% de funcionários em greve. Há poucos meses, no entanto, durante a greve da Empresa Brasil de Comunicações, o próprio Vice-Presidente do Tribunal Superior do Trabalho decidiu a nosso favor em relação ao mesmo argumento, deixando bem claro que o serviço de radiodifusão não tem nada a ver com telecomunicações, e portanto é legítima toda greve da categoria, seja até com 100% dos trabalhadores! Há bastante precedente legal nesse sentido, em diversas outras greves de TVs e rádios ao longo da história. Tendo sido prepotente desde o início, e se sentindo acuada agora com a força do nosso movimento, a empresa recorre a tudo o que pode para tentar frear avanço dos trabalhadores.

Os acionistas persistem que os funcionários voltem a trabalhar, mas não têm a hombridade de oferecer o pagamento dos salários (atrasados já há mais de cinco meses). Até o dia 21, eles terão a chance de apresentar um argumento válido como réplica à resposta da nossa equipe jurídica, e então - caso ainda não haja acordo - o caso será julgado.

Quarta-feira, amistoso solidário entre Brasil e Colômbia em homenagem à tragédia que abalou os dois países há exatos 50 dias. A tarde já estavam cheias as rampas da estação de trem do Engenho de Dentro. Cariocas, brasileiros e até mesmo estrangeiros, torcedores de todos os times vieram dar sua força à família chapecó, vítimas da injustiça e negligência como tantos colegas radialistas... Mas também se depararam com um outro time em campo, ou melhor, na porta: o time de profissionais e companheiros da Família TUPI!
 
Pela primeira vez em seus mais de 80 anos, a TUPI não transmitiu um jogo do Brasil - e em casa. Isso porque, sem seus salários nem resposta alguma dos acionistas, os funcionários seguem firmes e fortes em greve. Já dura mais de um mês que a Família TUPI sustenta bravamente a greve por tempo indeterminado até que sejam pagos integralmente os cinco salários e dois décimos terceiros atrasados, além do FGTS e INSS, e os mais de 70 colegas demitidos há meses que ainda esperam pelo pagamento de seus direitos mais fundamentais.
 
Na rua, o apoio é certo: o carinho dos ouvintes mantém quente essa torcida pra que seja o quanto antes apitada a vitória. Mas a justiça ainda é lenta. Na manhã desta quinta (26/01) já saiu o parecer do Ministério Público do Trabalho confirmando a legitimidade da greve - questionada pelos donos da emissora, que têm feito de tudo para afrouxar e frear o movimento (sem sucesso).

A cada dia o silêncio da Diários Associados fica mais constrangedor e sua situação jurídica se aperta a passos largos. O pedido de bloqueio de bens não só da emissora como também de todos os seus principais acionistas caminha anexo a uma das 6 ações coletivas feitas pelo sindicato, e que avançam sem nenhuma derrota até agora. Aliás, pelo contrário, a justiça já condena a emissora em alguns casos - e como brincamos na nossa página, a cara-de-pau desses patrões é tão grande que nem a decisão judicial em última instância respeitam e ainda não pagaram.
 
Já derrubamos também o "mito" de que a TUPI não tem dinheiro para pagar suas dívidas. Alguns dos acionistas (hoje, minoritários) propuseram-se a pagar todas as dívidas da rádio com os seus profissionais caso a atual direção aceite os termos de um acordo de transição da gestão. Mas a resposta foi a mesma que recebemos há anos: o silêncio. O tempo corre, a luta é grande, mas nós estamos unidos, e com apoio do povo que é a Família TUPI, a vitória nos aguarda!

Queremos manifestar nosso repúdio à postura da Empresa Brasil de Comunicação, que atinge a todos os seus funcionários com a atitude arbitrária que tem perseguido o radialista Lúcio Márcio da Silva Marins, recentemente demitido da EBC.
Desde 2013, Marcio vinha denunciando recorrentemente irregularidades administrativas na empresa: empregados exercendo função de chefia sem nomeação, concessão de diplomas de cursos que nunca foram ministrados, para o cumprimento de contratos licitados com empresas terceirizadas, etc. Nossa equipe acompanhou e encaminhou cada um dos casos, que tramitam hoje no Ministério Público Federal. Boa parte das denúncias aponta a ingerência de alguns superiores diretos de Márcio, o que levou a uma série de ameaças concretizadas agora. Vítima de uma manobra burocrática, o funcionário foi acusado por denunciar publicamente alguns gestores da EBC, e então foi demitido.


Todas as irregularidades denunciadas têm se provado consistentes, uma delas inclusive acarretando leve punição a três gestores que permanecem no quadro de confiança da empresa. Então quem denuncia o que está errado é que é punido? Acusado de "abuso", Márcio não teve sequer direito de defesa! Essa situação é simplesmente absurda já pelo fato da demissão, e ainda mais pela audácia de alegarem justa causa. Nossa equipe já está mobilizada e tomando as medidas legais para a reintegração do funcionário.

 

Mais uma vez nos reuniremos: sindicatos e trabalhadores da Rádio TUPI, que seguem em greve pelo pagamento dos salários atrasados.
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O local será o auditório da Igreja Santa Edwiges, começando às 14:00. Além de atualizar sobre os últimos acontecimentos do movimento grevista e a reação dos acionistas e dirigentes da empresa, também serão decididos os próximos passos e ações pelo corpo dos funcionários.
Venha se somar a essa luta.
#VemComSeuSindicato

Manifestação dos Funcionários da TUPI!
A rádio TUPI sempre defendeu o trabalhador. Agora, os trabalhadores da TUPI precisam do seu apoio. Cinco meses de salários atrasados, sem receber dois décimos terceiros (2015 e 2016), INSS e FGTS sem recolhimento. Muitos foram demitidos e ainda não receberam. A greve eclodiu somente após o quarto mês consecutivo sem salário, mas as condições de extrema precariedade já estavam graves.

"Nós, funcionários, mantivemos a TUPI de pé após meses e meses de salários atrasados. Trabalhamos de graça e sempre fizemos rádio com amor, mas nós e nossas famílias precisamos sobreviver", afirma a descrição da página criada na internet como canal oficial do movimento de trabalhadores da TUPI (acesse aqui: www.fb.com/voltatupi ).

Em defesa dos direitos dos trabalhadores da TUPI, manifestação nesta quinta-feira (12/01) entre as dez (10) da manhã e as treze (13) horas, em frente ao Ministério Público do Trabalho, na Avenida Churchill número 94 no Centro do Rio, perto do Consulado Americano.
Como chegar: a partir do Metrô Cinelândia, é só subir a Rua Santa Luzia que já chegou!

Compareça e traga sua família! A família Tupi agradece!
#VoltaTUPI

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