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Queremos manifestar nosso repúdio à postura da Empresa Brasil de Comunicação, que atinge a todos os seus funcionários com a atitude arbitrária que tem perseguido o radialista Lúcio Márcio da Silva Marins, recentemente demitido da EBC.
Desde 2013, Marcio vinha denunciando recorrentemente irregularidades administrativas na empresa: empregados exercendo função de chefia sem nomeação, concessão de diplomas de cursos que nunca foram ministrados, para o cumprimento de contratos licitados com empresas terceirizadas, etc. Nossa equipe acompanhou e encaminhou cada um dos casos, que tramitam hoje no Ministério Público Federal. Boa parte das denúncias aponta a ingerência de alguns superiores diretos de Márcio, o que levou a uma série de ameaças concretizadas agora. Vítima de uma manobra burocrática, o funcionário foi acusado por denunciar publicamente alguns gestores da EBC, e então foi demitido.


Todas as irregularidades denunciadas têm se provado consistentes, uma delas inclusive acarretando leve punição a três gestores que permanecem no quadro de confiança da empresa. Então quem denuncia o que está errado é que é punido? Acusado de "abuso", Márcio não teve sequer direito de defesa! Essa situação é simplesmente absurda já pelo fato da demissão, e ainda mais pela audácia de alegarem justa causa. Nossa equipe já está mobilizada e tomando as medidas legais para a reintegração do funcionário.

 

 

NÃO, A RÁDIO TUPI NÃO FOI VENDIDA.
As negociações seguem avançando, porém existe mais de uma proposta e é extremamente irresponsável divulgar uma notícia baseada em boatos, como fizeram algumas pessoas e sites jornalísticos nos últimos dias - inclusive o nosso. Lamentamos muito por este erro. Um equívoco que resultou em falha na comunicação entre alguns diretores e a equipe de mídia e notícias do nosso sindicato. Portanto, vamos deixar bem claro o que está acontecendo:

Estamos em greve pelo pagamento de salários atrasados de todos os funcionários da Rádio Tupi, e não para "escolher patrão". O objetivo da greve não é a venda da emissora ou não. Acontece que, ao longo do processo de greve, fomos procurados por sócios minoritários da rádio que apresentaram condições financeiras de pagar estas dívidas e estavam interessadas em comprar as ações majoritárias da Tupi (especificamente do grupo "Diários Associados", dono da emissora). Uma dessas pessoas foi sim o empresário Paulo Abreu (cuja negociação está em andamento, mas ainda não possui nenhuma garantia), porém há outras propostas de terceiros interessados na compra, e até donos atuais dispostos a tentar resolver o problema. NENHUM PAPEL FOI ASSINADO AINDA.

A ansiedade de quase 200 famílias esperando uma resposta que garanta seu futuro, que devolva seus salários para poder pagar suas contas, está impregnada em nós, que acompanhamos tão de perto essa luta. Essa conexão nos dá força para continuar na luta, que tem avançado muito, mas todos precisamos ter cuidado para não sermos levados por qualquer fragilidade, e nos manter firmes e céticos!
A situação da Tupi só ganhou visibilidade por causa da força dessa
s centenas de trabalhadoras e trabalhadores, e está até levando jornalistas a descerem ao nível do boato para tentar ganhar um "furo" de reportagem. Mas tenha certeza: qualquer movimentação de compra ou venda da Tupi será informada aqui e estaremos mais atentos do que nunca para trazer informações verdadeiras.
Caso você, que acompanha nosso site e nossas redes sociais, tenha passado a diante a informação errada de que a rádio foi vendida, por favor nos ajude a minimizar esse dano avisando a seus colegas que foi tudo um grande boato.

Mais uma vez, reiteramos: esta greve não é pela venda da rádio nem nunca foi. E enquanto não forem pagos integralmente os trabalhadores e as trabalhadoras às quais a Rádio Tupi está em dívida há tanto tempo, NOSSA LUTA CONTINUA!

 

Manifestação dos Funcionários da TUPI!
A rádio TUPI sempre defendeu o trabalhador. Agora, os trabalhadores da TUPI precisam do seu apoio. Cinco meses de salários atrasados, sem receber dois décimos terceiros (2015 e 2016), INSS e FGTS sem recolhimento. Muitos foram demitidos e ainda não receberam. A greve eclodiu somente após o quarto mês consecutivo sem salário, mas as condições de extrema precariedade já estavam graves.

"Nós, funcionários, mantivemos a TUPI de pé após meses e meses de salários atrasados. Trabalhamos de graça e sempre fizemos rádio com amor, mas nós e nossas famílias precisamos sobreviver", afirma a descrição da página criada na internet como canal oficial do movimento de trabalhadores da TUPI (acesse aqui: www.fb.com/voltatupi ).

Em defesa dos direitos dos trabalhadores da TUPI, manifestação nesta quinta-feira (12/01) entre as dez (10) da manhã e as treze (13) horas, em frente ao Ministério Público do Trabalho, na Avenida Churchill número 94 no Centro do Rio, perto do Consulado Americano.
Como chegar: a partir do Metrô Cinelândia, é só subir a Rua Santa Luzia que já chegou!

Compareça e traga sua família! A família Tupi agradece!
#VoltaTUPI

Estamos avançando, e a cada passo surgem novos obstáculos, mas queremos lembrar a todos nesse momento que tudo o que nos trouxe aqui foi a garra e a coragem de quase 200 trabalhadores, com as mais diversas funções, que convivem juntos na mesma empresa e não recebem seus salários há meses. O absurdo ao qual essas pessoas foram levadas é o que mobilizou sua luta, e somente através dela é que temos transformado o que parecia impossível. Depois de anos esperando em vão, algumas semanas de luta trouxeram pela primeira vez uma chance de conquista. Mas ela não vem na forma de uma esperança de que caia do céu, vem como a confirmação de que só a luta te garante, e é por isso que ela continua, e deixa suas marcas em nós, trabalhadores, e naqueles que conseguem ver o quão grande é essa transformação. Não é a nossa equipe do sindicato que transforma essa realidade, nós estamos juntos, do seu lado, mas o que se mostra realmente capaz de mudar histórias como a da Tupi é uma força sem igual e poderosíssima: a sua!

E para que não haja dúvida:
No dia 5, um comunicado bastante problemático foi colocado nos corredores vazios da Tupi, e acabou sendo divulgado pela internet com alvoroço em manchetes como "diretoria da super rádio tupi ameaça descontar funcionários por causa da greve". Imediatamente nós ficamos curiosos com duas opções: ou houve um erro e alguém muito ignorante publicou este absurdo, ou estão jogando sujo com informações erradas para ameaçar as trabalhadoras e trabalhadores em greve. Então aqui está a Lei 7783, que versa sobre o DIREITO DE GREVE: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7783.htm

Nela, fica bastante explicado que toda pessoa em condição de trabalho precária e sem condições de negociação ou diálogo com seus empregadores tem direito a greve, e não pode ser prejudicada por isso (*cumprindo, como fizemos, todas as condições colocadas na lei).

Quando ocorre um movimento grevista, nenhum dos envolvidos deve ser prejudicado, portanto o que acontece é que, após o fim da greve, é necessário que seja feita uma negociação entre ambas as partes para decidir se as faltas serão abonadas, repostas em banco de horas, ou descontadas de alguma forma. Esta decisão não cabe à empresa sozinha! Nossa equipe já enviou um ofício à direção da Tupi sobre este erro, e estamos de olho.

 

 

 

ATAQUE AOS SINDICATOS
A PLS nº 385, lançada em 2016 pelo Senador Sérgio Petecão (PSD/AC), quer reduzir drasticamente o financiamento sindical a fim de enfraquecer a mobilização e resistência dos movimentos sociais aos inúmeros ataques que o governo tem feito à população trabalhadora. Oficialmente, o projeto propõe apenas "que a contribuição sindical será devida somente pelos filiados aos sindicatos", mas como não apresenta nenhuma alternativa para manter o custeio das entidades (como a contribuição negocial, proposta por diversos sindicatos, inclusive o nosso), ele deixa clara sua intenção de reduzir a força dos sindicatos no Brasil.

2016 foi um ano pesado, cheio de tentativas radicais de enfraquecer os direitos sociais e trabalhistas da população brasileira. Nossa luta é te informar sobre cada uma delas, e garantir que não haja nenhum direito a menos para cada radialista do Rio de Janeiro. Em todo o país, boa parte dos recursos alocados em resistência a esses ataques vêm do apoio de entidades sindicais: suporte jurídico, médico, mobilização de recursos básicos e até mesmo suprimentos para milhares de trabalhadores, guerreiros e guerreiras abandonados pelo Estado que lutam por sobrevivência e dignidade. Mas não é só por isso que interessa aos "poderosos" enfraquecer os sindicatos.

Diariamente, os recursos da contribuição sindical são aplicados no combate aos abusos criminosos cometidos por inúmeras empresas contra seus funcionários: atrasos de salários, exploração, assédio, não cumprimento das normas e acordos trabalhistas... Se esses recursos fossem cortados, a equipe jurídica do Radialistas RJ seria reduzida à metade. Os profissionais responsáveis por conquistar milhões de reais em indenizações para trabalhadores lesados por seus patrões, não teriam mais condições de trabalhar.


A AMEAÇA PERSISTE
Não é a primeira vez que representantes do atual governo tentam acabar com a contribuição sindical dessa maneira. Ainda em 2016, antes do PLS 385 do Senador Sérgio Petecão (PSD/AC), o Senador Blairo Maggi (PR-MT) apresentou à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) a PEC 36/2013 - cujo texto altera o artigo 8º da Constituição para suprimir a cobrança de contribuição sindical obrigatória em favor das associações que formam o sistema confederativo de representação sindical.

Quando apresenta o PLS 385 na na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do senado, no fim do ano, Petecão ressuscita esse fantasma que ameaça o povo brasileiro. Pela CLT, o chamado "imposto sindical", cabe a todos que participam de categoria econômica ou profissional, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. Assim como os trabalhadores de emissoras de rádio e tv contribuem para o nosso sindicato, seus empregadores contribuem para o sindicato patronal das empresas de rádio e TV (que negocia conosco, anualmente, pelas condições de trabalho da categoria).

O senador argumenta que o imposto sindical, sendo compulsório, estimula que muitos sindicatos, que deveriam ser meios de reivindicações e instrumento de disputa social, acabem em uma zona de conforto que compromete a qualidade da representação. Muito esperto, ele finge estar do lado dos trabalhadores, mas quando ignora a proposta dos próprios sindicatos pela contribuição negocial, mostra a que veio. Aliás, você conhece o Senador Sérgio Petecão? Aqui vai um resumo:





TEMOS OUTRA PROPOSTA
É verdade que diversos sindicatos não cumprem seu dever legal de representar e defender os interesses de suas categorias, e para nós isso é um problema gravíssimo! Todo sindicato que conduz regularmente campanhas salariais, procura reunir parcerias, convênios e alocar seus recursos para beneficiar à categoria.
Defendemos a substituição do imposto sindical por uma contribuição que seja feita sobre a negociação coletiva (ou contribuição negocial), que só seria cobrada por ocasião das campanhas salariais, e somente se aprovadas em assembleia pela categoria. Assim, o filiado pagaria a contribuição normalmente e o não filiado pagaria se quisesse se beneficiar da negociação coletiva.

— "Hoje tem muito sindicato que cobra imposto e não faz nada. São mais de dois mil sindicatos que não negociam, mas recebem imposto sindical mensalmente" afirma o sindicalista Valeir Ertle.

Um sistema como esse, diferente da contribuição obrigatória atual, valoriza o trabalho dos sindicatos nas negociações e convenções coletivas, fortalecendo aqueles que são realmente representativos e enfraquecendo as entidades de fachada. Nada mais justo do que associar o benefício dos acordos e convenções ao fortalecimento da entidade responsável; assim, caberia apenas ao radialista que reconhece a importância dos acordos, e quer ser contemplado por eles, contribuir com o sindicato (no mesmo valor de 1% do salário uma vez ao ano).

 



Radialistas da Tupi já começaram o ano se reunindo; na Assembleia Geral Extraordinária realizada na tarde desta terça-feira foi decidido manter a greve, uma luta assídua que tem mobilizado todas(os) funcionários e marcado a história da emissora.
 
O último semestre de 2016 já estava arrastado para quem é funcionário da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Isso porque a empresa vinha acumulando dívidas diversas com todos os seus funcionários, incluindo mais de 4 meses de salário, dois décimos-terceiros e descontos no ticket adlimentação. Ao longo do ano passado, nossa equipe aqui do sindicato Radialistas RJ procurou os diretores da Rádio Tupi por mais de sete vezes, a fim de resolver este problema tão grande que envolvia cada vez mais trabalhadoras e trabalhadores. Até agora já foram mais de 6 ações coletivas na justiça, e pra lá de quarenta ações individuais. Mas o que marcou mesmo a diferença foi quando os próprios funcionários tomaram as rédeas do problema, e desde então exigem juntos o pagamento e o cumprimento integral de todos os seus direitos.

As últimas informações são de que a parcela majoritária das ações da empresa seriam vendidas a sócios atualmente minoritários, que possuem condições financeiras para por em dia todas as dívidas. Mas enquanto seguem as negociações para a venda, o pessoal segue sem receber. É por isso que, mais uma vez, a categoria decide por manter a greve, que continua até que seja assinada a documentação de compromisso com o pagamento integral das dívidas com as funcionárias e funcionários - a partir da compra da rádio.

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