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Greve de 48H
Mais uma vez as trabalhadoras e trabalhadores da Rádio Tupi se unem pra mostrar sua força. Agora, por 48 haverá paralisação total das atividades!
 
Como todos sabem, a greve é o último recurso do movimento trabalhista, não é necessária quando há respeito e diálogo por parte dos patrões. Infelizmente, esse não é o cenário na Tupi... O fim de ano se aproxima e os quase 200 radialistas, que fazem a empresa a cada dia, continuam sem ter perspectiva do seu 13º do ano anterior.
 
Você que escuta a Tupi, seu apoio também é fundamental! Fortaleça esses trabalhadores, divulgue a paralisação! Será nos dias 19 e 20 de dezembro.

Nova Assembleia
Logo após, às 14h do dia 21, haverá assembleia geral para fazer um balanço da ação e pensar os próximos passos. O local é o auditório da Igreja Santa Edwiges, São Cristóvão.
#VemComSeuSindicato
 

O Sindicato dos Radialistas do RJ comunica que entre os dias 26 e 30 de dezembro, não haverá expediente;

Retornaremos nossas atividades habituais a partir do dia 2 de janeiro de 2017.

Obrigado e boas festas!

 

13 de dezembro, ontem, foi aprovada a polêmica PEC 55, a "pec do fim do mundo", para os próximos. Será sancionada amanhã, pelo Renan Calheiros. Nesse intervalo, te convidamos a refletir sobre o que aconteceu:
Desde a última votação, ela vinha perdendo apoio dos parlamentares - conforta acreditar que seja um mínimo reflexo da imensa vontade popular (93% dos internautas brasileiros votaram contra pela pesquisa oficial do governo). Mas apenas um mudou seu voto do 1º pro 2º turno: Dario Berger, do PMDB. É o fim da jornada da PEC, está decidida a maior alteração já feita na Constituição de 88. Os únicos pontos da proposta que exigem mudança constitucional são os que tangem uma redução significativa nos gastos com educação e saúde.

Apesar da importância, ela foi crua, rápida, e pouquíssimo debatida; o Ibope aferiu que só 33% da população dizem conhecer "bem" ou "mais ou menos" o projeto (o índice cai para 22% entre quem tem até o ensino fundamental). O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alerta: em 2036 a assistência social contaria com “menos da metade dos recursos necessários para manter a oferta de serviços nos padrões atuais”. Uma perda acumulada de 868 bilhões. Na Saúde, 654 bilhões de reais, caso o PIB ainda cresça 2% ao ano. O congelamento também aborta a meta de ter todas as crianças e adolescentes na escola até 2020, como prevê o Plano Nacional de Educação.

Eis a principal jogada do Presidente; aquele que a gente só sabe que o nome começa com "Fora", o que semana passada foi citado 43 vezes em delação da Lava Jato, e por essas e outras (praticamente todas) tem despencado em sua já mesquinha popularidade (quando assume, lembrem, tinha 8% de aceitação apenas - a impeachmada Dilma oscilava lá pros 31%).
Ruim antes, ruim agora, parece que não resolvemos nada. Os problemas do país estão aí, coçando no nosso bolso, cansando nossa rotina, com os chefes que não nos pagam, os bancos que não perdoam, os tiros que se não matam nos fazem reféns do medo. Até a chuva chiou que essa PEC passou. Não é o fim do mundo, mas é uma gota d'água numa tempestade que só cresce...

Pela triste coincidência, foi em 13 de dezembro de 1968 ("o ano que nunca acabou"), que o governo brasileiro decretava o AI-5, instrumento de abuso e perseguição aos civis no auge da ditadura civil-militar. Era uma mensagem simples: não ouse nos questionar. Na votação no Congresso, quase 30 mil pessoas vieram de todo canto gritar contra seu avanço: massacradas, humilhadas, cercadas com bomba e gases, com tiros, cavalarias, voltaram sangrando aos prantos fazendo fila indiana. QUASE 30 MIL PESSOAS FAZENDO FILA INDIANA sangrando na grama verde rosada das bombas frescas tacadas pela polícia - custaram mais de 800 reais, pra cada cápsula. A PEC da economia, não diga, foi aprovada com isso, e aquela janta milionária e tantos corres que nem sabemos, já que os jornais não falam nada... Nessa última rodada, quase ninguém foi pra lá, a mensagem foi passada: "não adianta protestar, nós vamos te atropelar."
E aí? Vão panelar?

 

 

Começou agora, com 99% de adesão, a primeira paralisação das trabalhadoras e trabalhadores da Rádio Tupi, que decidiram por unanimidade, em Assembleia Geral com quase todos os funcionários da emissora, que não aguentam mais os salários atrasados há mais de um ano e meio!

Não aguentam estar às vésperas do Natal sem ter recebido nem o 13º do ano anterior, e principalmente, não aguentamos mais o grande silêncio dos donos da Tupi em relação a tudo isso. Só esse ano, foram SETE vezes convocados pelo nosso sindicato para simplesmente discutir o assunto, e nos ignoraram totalmente. Assim como ignoram as condições absurdas que seus funcionários passam todos os dias há tanto tempo. Não vamos mais deixar que ignorem!

Nas próximas 24h, não vai ter Tupi, porque quem faz essa rádio são os grandes profissionais que ali trabalham, e que exigem respeito!

 

 

 

Na última quinta-feira, esse time de peso mostrou que manda bem não só no rádio, mas também na luta: radialistas da Tupi fizeram uma paralisação histórica em represália à emissora, que além de estar em dívida com seus funcionários em diversas áreas, tem ignorado totalmente as tentativas de diálogo.
Mostramos um pouco da nossa força, e podemos dizer: a Tupi TREMEU!
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E agora? Para pensar juntos os próximos passos que serão dados nessa jornada, pra finalmente garantir seus merecidos direitos, temos um encontro marcado às 14 HORAS do dia 15/12 (próxima quinta-feira)!

QUEM É A TUPI?
A rádio carioca que ocupa o primeiro lugar de audiência graças ao trabalho de cada um de quase duzentos radialistas e jornalistas que trabalham na emissora. Elas e eles estão, sem dúvida, com alguns dos melhores profissionais do ramo. Mas a emissora é também a sua diretoria, os seus donos, que há quase 2 anos têm negado a seus funcionários as condições mínimas para um trabalho digno, como o próprio salário! Isso mesmo: a Tupi é uma das maiores rádios do Rio, construída com extremos talento e suor de centenas de trabalhadores que tem sido absurdamente explorados! A Tupi dos donos e dirigentes já parou, está morta quando trata seus funcionários desta maneira. Agora é a Tupi de verdade, de quem produz o dia-a-dia, os excelentes conteúdos, e que já não aguenta mais, quem ameaça parar.

Já se somam mais de 40 processos individuais movidos na justiça trabalhista contra a emissora, e 6 ações coletivas (em nome de "todos os trabalhadores") movidas pelo Sindicato de Radialistas do RJ. Por isso hoje, 06/12/2016, realizamos uma Assembleia Geral Extraordinária na qual estavam presentes mais da metade dos funcionários da empresa. Locutores, motoristas, advogados, somos todos radialistas - todo trabalhador empregado pela emissora, de acordo com a lei e com o valor jurídico da preponderância. Todos amparados pelo nosso direito constitucional de lutar através do nosso sindicato.

A VIA DA JUSTIÇA
A primeira frente de atuação, na qual o Sindicato tem se mantido firme e atuante, é a via da justiça; ofícios, ações coletivas, processos e trâmites legais.
As 6 ações coletivas do Sindicato de Radialistas do RJ contra a Rádio Tupi reivindicam:

> Multa de 40% e indenização de dano coletivo por atraso no FGTS (o FGTS foi descontado e não repassado para a previdência).
Ação já transitada em julgado (não tem recurso, a empresa já perdeu), em fase de "execução" (calcular quanto deve pra cada um etc). Todos os funcionários da empresa são beneficiários desta ação.
> Danos morais para grupo de trabalhadores autônomos sem carteira assinada.
Ação de maio de 2015, teve notificação publicada em 11/11/2016 e está em análise pericial (foi dado entrada, a emissora contestou, e o juiz deu prazo para verificar antes
da primeira sentença).
> Ação de cumprimento para o pagamento da multa pelo atraso no adicional noturno de 2015 (prevista na CCT).
> Ação de cumprimento para o pagamento da participação de resultados (40% do salário + "abono" ou participação de R$600,00).
Ação movida em 2016, a ser promulgada a primeira audiência.
> Ação de cumprimento para o pagamento do seguro de vida, e do PLR (atrasado em 2014 cuja multa não foi paga). A CCT vigente já previa multa para o atraso. Ação ganha em primeira instância, deferidos todos os objetos. A Tupi recorreu em 2ª instância no TRT pra protelar o pagamento.
> Pedido de indenização moral por atraso de salário e não reajuste no ticket refeição até hoje, conquistado pela CCT 2014. Ação de 12/2014 - o último momento em que, dentro de alguns dias, o salário dos trabalhadores esteve em dia.

Enquanto instituição, estamos lutando, só que infelizmente o trabalhador não pode ficar esperando; as contas vêm mês a mês, e não podemos esperar pra receber daqui há um ano, enquanto os donos da emissora pagam a todas as demais contas antes de pagar nossos salários. Só em 2016, o Sindicato enviou 7 ofícios à Tupi pedindo apenas uma reunião para dialogar, e todos foram negados. Mesmo que a rádio alegue estar com o caixa apertado, sabemos muito bem que o valor agregado da Tupi é muito maior. Simplesmente é estratégico para eles não dialogar e manter a política do medo e do silêncio. A única forma de pressionar a empresa a dialogar é a mobilização.

A VIA DA POLÍTICA
A segunda frente fundamental é a via política. Mas para que o sindicato atue nesse nível, é preciso entender que "sindicato" não é o seu corpo de diretores, ou a equipe administrativa. Sindicato é você! A via política é composta por trabalhadores unidos, protestos, encontros que permitam criar o diálogo, negociações e, caso necessário, greve. Tudo isso envolve profunda mobilização da categoria. E depois de tanto tempo sendo injustiçados, desrespeitados e levados ao limite, a Rádio Tupi tem de sobra!

Nos próximos dias, as trabalhadoras e trabalhadores vão mostrar quem realmente faz a Tupi...

 

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